Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética. Che Guevara

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A beleza das palavras não está em sua complexidade, mas sim na sinceridade de quem as escreve.


Obrigada por sobreviver as minhas crises, meu choro e minha raiva. Só tu me ouves, me apóia, sem me criticar, sem se importar com o tempo. Queria poder lhe devolver tudo o que tu já fez por mim. Mesmo quando me deleito em ti, e fico horas ali, insistindo que minha cabeça funcione para poder fazer com que tudo fique bem novamente. E tu ficas ali, calma e serena como só podes, aguardando. Desgasto-te com todo o tipo de sentimento e arma possível, mas não reclamas, afinal não sentes a dor nem o sentimento. És atônita a qualquer coisa que te acontece, afinal tua beleza depende daqueles que te criam, da sinceridade imposta, e não da tua complexidade. Juro que caso a torne vazia, este será meu último ato. Por favor, não faça que nem as outras malditas e fuja. És a única coisa que me sobrou, a única coisa que me consola. Até meu ultimo suspiro pensarei em ti, no teu sentimento inexistente, que diz tanta coisa. Fique ao meu lado, que juro fazer com que meu sentimento, minha alma, te transforme na coisa mais linda e pura do mundo. Não siga a mesma atitude das tuas amigas das Artes. Não fuja de minha caneta nem do meu papel. E muito menos de minha cabeça, por favor.

E


domingo, 26 de dezembro de 2010

Rosas.

Lembram-nos da fragilidade da vida
Suas pétalas sofridas entregues ao vento
Enfeitam lamento
Celebram amores
Rosas fazem bem ao coração
Sua sensualidade sutil
Entregue a alguém que em oração partiu
Perdidas na decoração
Choram vermelho
Um vermelho de morte
De sorte ?

Cássia Tavares .

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ruas.

Caminhando pelas ruas
Inclinando a cabeça para baixo
Procurando não focar nenhum rosto
Nenhum movimento ao meu redor
Encolhendo-me cada vez mais em meu mundo
Que em nada condiz com o que aqueles olhares mostram
Apertando com força os olhos para não deixá-las fugir
Não ! Ilusões fiquem aqui
Estranho que mesmo tão longe
Seus olhos reflitam meu mundo
Tradução de uma vida
Ou de um sonho?
Meus heróis não passam de fantasmas
Minhas paixões insensatas, ideologias forçadas
Tantos planos de fugir de casa
Mal amada!
Festejada, desejada solitária
Conta ladrilhos
Corre os passarinhos
Reza para evitar o castigo
Condenada, inocente culpada
Foge do silencio temido
Incoerente gemido
Voa sem amar
Vive sem sonhar
Chora...
Chora por não saber explicar.

Cássia Tavares .

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

As chamas azuis da fogueira na beira do mar iluminam os dois corpos juntos deitados na areia. A mão forte dele segura os delicados dedos com esmalte negro descascado, enquanto o rosto dela deleita-se no peito dele. Estão entre dois violões, suas ferramentas para demonstrar o amor que um sente pelo outro. Naquele momento, naquela noite, nada mais importa, a não ser os olhos castanhos dela refletindo o brilho das estrelas ou o batimento irregular do coração dele. Tudo o que almejavam era o corpo um do outro, os lábios um do outro. Tinham toda uma vida pela frente, juntos. E aproveitavam cada segundo juntos, afinal nunca se sabe o que pode acontecer. Viviam pela música, pelo amor e por eles dois. Enquanto a lua cheia e as estrelas iam dando lugar a um céu laranja e ao sol, ela acordou e se sentou. Ficou a ver o nascer de um novo dia. Pegou seu violão e começou a cantar Here comes the sun, só para si e para o lindo nascente, esquecendo daquele ao seu lado. Até que houve um segundo violão e uma voz suave cantando junto com ela. Após o final do ultimo acorde, ficaram olhando um nos olhos do outro e cantando. Até o sol estar a pino.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Neste exato momento vejo dois grupos conversando em minha volta, e eu aqui digitando. Não sei o por que eu estou fazendo isso agora. É minha festa de dezesseis anos. Era para eu estar aproveitando, conversando rindo. Até certo ponto fiz isso, mas agora não sei o que houve. Comecei a pensar, lembrar. Pessoas com relações complicadas compartilham segredos que eu não entendo e não acho que queiram me explicar. Outras falam sobre o colégio, provas e professores. Não consigo me concentrar em nada disso. Apenas penso.
Aos dezesseis anos muitas pessoas conquistam diversas coisas. Ou ao menos já sabem o que querem conquistar. E eu? Eu apenas sei que amo escrever, tirar fotos e fingir que desenho. E dormir. E comer. Somando isto tudo, o que sobra para eu fazer da vida? Ser jornalista; que não é o que quero. Ser fotógrafa; algo que nunca conseguirei ser boa. Ser vagabunda cada vez me chama mais atenção.
Eu sei, é muito cedo para decidir o que eu quero da minha vida e etc etc. Mas todos os jovens pensam sobre este assunto. Ainda mais um jovem do Mario Quintana, que passa toda sua carga horária de aula ouvindo sobre ENEM, PAVE e futuro e profissões.
Tudo o que eu quero pensar hoje é em que casa irei semana que vem para ver um filme ou sonhar com lindos garotos inexistentes. Eu só quero isso, eu só quero não pensar no meu futuro próximo.


ps.: happy bday for me

E

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Achei no meu note... É do Bira. Deixei tudo como ele havia me mandado, do mesmo jeito que ele escreveu.


A jovem certeza do momento.

Lembra-se ainda do dia em que alguns amigos saíram pra tomar café

Comer alguma bobagem aproveitar o sol que o frio do inverno vinha

Caminharam sentido a umidade no rosto, olharam alguns prédios até

Sentaram para aproveitar, sentiram medo sem ter nenhum aparente porquê

Sentiram porque podiam, queriam e até mesmo brigas seriam prazeres

Sentados a apreciar a insônia do café, além do gosto e do típico aroma

Não sabiam o que seriam; mal o que queriam; mas sabiam do que não gostavam

Em com tal certeza viviam, a certeza de ao menos infortunar o imutável

Não tinham a certeza de seus sonhos, tinham poucos e convincentes confianças

Talvez mais do que suas idades permitiam, ou menos, mas a certeza dum ideal

A descrença no mundo envolta, com o qual se importa em gastar em relógios

Enquanto outros morrem nos insolúveis braços gélidos das ruas da cidade

A funda tristeza de não querer mais viver no eterno farfalhar do panis et circensis

Sabiam que muitos de seus sonhos seriam beatificados após o martírio duma eternidade

Enfim: os vivos não se respeitam, preferem a muda conivência dos pensadores mortos

Tinham a certeza dos jovens perdidos, entre os pecados da feiura da contradição

Da contradição à todos, do contraste entre si, pois sua semelhança é única e pontual

São afinal todos completamente tão inegavelmente distintos; têm tal certeza

Possuem tantas incertezas na realidade que, no fundo, possuem apenas essa certeza

Alem de outras, é claro... que suas vidas mudarão após cada ato que se envolvam.


P.S.: Sinto falta dos posts no teu blog besta. Love you. E.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Redenção

Fiquei horas sentada naquele mesmo banco na redenção. Fitando as árvores e as pessoas descontraídas a volta, como se cada folha que caia no chão carregasse as respostas que eu tanto buscava. Algo me dizia que seria ali o nosso encontro, há tantos anos marcado. Ignorei os chamados ao redor, na tentativa de passar o maior tempo possível sentada ali, esperando algum sinal de que eu finalmente estava certa, algum sinal da sua presença que é tão intensa nessa cidade.

Algo muda em mim toda a vez que eu venho aqui. Não sei explicar o que é. E muito menos sei explicar porque acontecimentos que parecem tão insignificantes desencadeiam em mim uma imensa e dolorosa saudade de coisas que eu nem sequer vivi.

Eu sabia, era óbvio! Como pude ser tão ingênua, tão infantil a ponto de realmente acreditar que tu estarias aqui. No caminho de volta ao hotel fui praguejando contra minha própria estupidez, enquanto disfarçava meus impulsos de olhar para todos os lados, buscando seus passos. Enquanto as últimas esperanças se perdiam nas esquinas.

Não estou verdadeiramente nesse lugar. Ou melhor, estou sim, nesse exato lugar. Porém observo as coisas com um olhar totalmente diferente, outra perspectiva. Deparo-me com outras pessoas ao redor, outras prioridades e compromissos. Outra vida. Alguns anos à frente percorro as mesmas ruas e outros olhares. Minha mente experimenta sensações que meu corpo jamais conheceu.

De súbito dei-me conta que já ia passando da entrada do hotel. Entrei, subi as escadas com pressa. Não sei de que. Acendi as luzes numa tentativa frustrada de amenizar a solidão. Recostei-me na cama e liguei a TV, sem que nada me chamasse verdadeiramente atenção. Acabei me rendendo ao sono, que me levou de volta ao meu lugar, ao meu tempo, a minha vida.

“Vivendo o que penso enquanto penso que vivo.”


Cássia Tavares.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hoje escrevo cartas para destinatarios inexistentes, enquanto outrora as jogava às quatro direções, para que todos as vissem. E gostava disso, quase como um voyeurismo. Mas hoje já não me agrada tanto assim. Apenas sentir a caneta deslisar por uma folha em branco e ouvir seu suave som contra o papel enquanto forma letras e palavras já me deixa felicíssima. Já quis viver desta queria forma de expressão, já nos dias de hoje, de nada mais sei. Afinal, quem sou eu se não uma simples adolescente de 15 anos, tendo que decidir toda uma vida em um período tão curto de tempo? É impossivel. Já dizia Humberto Gessinger: Alguma coisa ficou para trás, antigamente eu sabia exatamente o que fazer. Sei o que ficou para trás: meus sonhos, soterrados em promessas falhas que fiz a mim mesma.

E

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ensino.

As palavras não fluem como deveriam.
Talvez seja o sono.
Ou o puro reflexo da confusão em minha mente.

Vejo os meus desejos e sonhos escaparem das minhas mãos.
Meus passos seguem um rumo contrário ao de meus pensamentos
Enquanto o lápis se movimenta desordenado.

Tudo está aparentemente no mesmo lugar em que sempre esteve.
Então por que nada parece certo?

As classes ao redor estão cheias de teorias e verdades.
Todos cheios de opinião.
Suas almas seguem vazias.
Talvez para a maioria das pessoas isso nem importe.

Convictos de suas necessidades todos seguem esse caminho.
Dizem que a cada dia nossos objetivos estão se tornando mais próximos.
Então, porque me sinto indo para lugar nenhum, cada vez mais perto de nada?

Cássia Tavares.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Em meu peito? Não sinto nada. Parece que meu coração foi arrancado pelas garras de algum tipo de animal violento. Não consigo respirar, sinto que estou afundando em algum tipo de precipício sem fim. Não ouço as pessoas em minha volta, gritando assustados. Não sinto os mesmos me sacudindo, desesperadamente.
O mais estranho é que não sinto nada além de paz. Paz, calma e felicidade. Nada mais me abala, nada mais me preocupa. Não choro por nenhum relacionamento nem por pessoas falsas. Não me importo mais com mentiras ou verdades. Não quero mais saber dos meus problemas, muito mais pelos problemas dos outros.
Estou indo para o meu recanto feliz.


érica.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Vinícius de Moraes

domingo, 10 de outubro de 2010

Anjo.

A amizade é algo extremamente cômico se for visto por algumas pessoas com um certo senso de humor: pode-se ter uma amizade de anos de idade, pode-se ter passado tudo e mais um pouco com alguém, mas na menor fração de segundo, isso tudo pode sumir, deixando cicatrizes eternas. O que cabe a nós, simples seres humanos? Cabe a nós seguir nosso destino, ou traçar uma briga feia com ele. Eu sempre escolho brigar com o destino, visto que o mesmo não gosta de mim. Se eu seguisse esse desgraçado do destino minha vida seria um saco, pois não teria os amigos que hoje tenho. E se eu não tentar mudar o que há na minha vida agora, o destino me passará a perna, e a queda será horrível.
Há momentos e momentos em certas amizades, de vez em quando você olha pra pessoa e chora de felicidade pensando: Poxa, sou amiga da fulana, que maior sorte eu poderia ter?, e dois dias depois pode-se olhar para a mesma pessoa e pensar: Puta merda, onde eu fui me meter?, mas tem algumas pessoas que esse segundo dia não existe. Tem pessoas que estão sempre do seu lado, te defendendo e te dando conselhos ou críticas.
Acho que existem aqueles que uma "força maior" designou, desde vidas passadas, para serem anjo da guarda um do outro, não importanto o que acontecesse. Acho que eu tenho um anjo desses, o melhor anjo que qualquer um poderia escolher, e as vezes eu não dou valor. O que eu mereço?, me pergunto, e logo vem o medo: e se essa tal "força maior" me tirar meu anjo? O que será de meu futuro planejado ao lado de meu amado anjo?
Por todos esses medos, eu luto contra a minha própria estupidez, e diversas vezes contra a estupidez do anjo mesmo, até por que os anjos também erram não?

Espero ser para o meu anjo o que meu anjo é para mim. Um Tudo.

érica.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Desencontros ...

Todos nós buscamos nosso ponto de equilíbrio em meio a essa correria, a esses desencontros, desilusões, perdas e conquistas. Por vezes buscamos salvação em uma arte, a literatura, a música, o cinema. Enfim. Algo que nos ajude a fugir do mundo, que nos de a sensação de liberdade, que traga às nossas vidas as emoções que se esvaem nas ruas frias. Por outras encontramos aquela pessoa especial, um amigo, um familiar ou um amante. Todos temos aquelas pessoas que com uma simples conversa são capazes de te livrar de toda a tristeza e angustia, que com um simples sorriso aliviam toda a dor que lhe aflige. Aquelas pessoas, que parecem escolhidas a dedo e lapidadas no tempo e que o mais puro acaso se encarregou de trazê-las. Aquela pessoa que todos os lugares que você visita se lembra dela, se encontra um disco ou um livro legal logo fica divagando sobre qual seria a opinião dela a respeito daquele trecho ou daquela faixa. Se passa algo legal na TV fica morrendo de vontade de correr até o telefone e comentar qualquer bobagem. É o primeiro telefone que lhe vem a mente quando surge qualquer novidade, boa, ruim, irrelevante. Quando você tenta resumir a sua história esse nome vem antes mesmo do seu, parece sempre ter estado ali, bem ao seu lado, mesmo antes de existirem. Por maiores que sejam nossos esforços em manter os pés no chão, em não esperar nada além, somente viver o momento, quando entregamos nosso coração a uma relação é inevitável sonhar. Quando o sentimento seja ele qual for, é muito forte, ou por medo não nos envolvemos, ou nos jogamos por completo, com cada célula do nosso corpo. Dedicamos cada dia alimentando a ilusão de um ‘para sempre’. Qualquer pessoa que me conheça um pouco sabe perfeitamente que não creio em relações eternas, em promessas de final feliz. Eu tive medo, muitas vezes tentei me convencer de que me bastava sozinha temendo a despedida. Mas jamais saberia dizer o que é amizade, doação, intimidade, confiança se não tivesse me entregue a isso. O mesmo acaso que nos traz grandes pessoas, nos proporciona alegrias imensas e constrói laços fortíssimos, em questão de segundos pode levar tudo embora. Deixando apenas marcas, lindas e doloridas. As vezes culpa do destino ou infelicidade dos envolvidos. O que mais dói é quando não há explicação. Sem culpados, sem perdões, nada de erros ou acertos. Como concertar algo que simplesmente se perdeu e ninguém sabe onde? De fato todas as relações se desgastam. Eu erro, não pouco, mas diante de algumas pessoas meu orgulho deixa de existir e eu passo a sentir prazer em me desculpar, em ceder, em lutar para manter aquilo que eu amo. Não digo isso como altruísmo, provavelmente seja mais por dependência, por reconhecer que não sou nada sem algumas pessoas, por medo de sofrer ainda mais em suas ausências. Eu não quero me acostumar a viver sem elas, mesmo que isso doa menos no final das contas, eu seria uma pessoa vazia, minha vida não teria sentido. Pode ser impressão minha mas algumas coisas parecem tão diferentes, creio não estar tão enganada pois sempre com um olhar eu sabia exatamente o que ela queria me dizer e sei que ela também sempre me entendeu com poucas palavras mesmo quando estas não eram verdadeiras. Não sei se a pessoa para qual eu escrevi isso vai entender o que eu quis dizer ou mesmo vai ler até o final. Também não sei o que esperar disso. Queria somente escrever e ver qual será a reação dessa pessoa, se é que haverá alguma. Queria ao menos saber se a distância que eu sinto é verdadeira, entender o que aconteceu, para poder voltar a pensar no futuro, no meu ou no nosso futuro.

Cássia Tavares.

domingo, 3 de outubro de 2010

Tudo o que foi dito foi apagado pelo vento que soprava, os beijos dados já não importavam mais. Toda a conversa de amar para sempre era pura tolice, ingenuidade. Eles nunca mais teriam um ao outro, nunca mais iriam falar "Eu te amo" ou nunca mais fugiriam no meio da madrugada para a praia. As lágrimas derramadas por ela ou os xingamentos ditos por ele foram esquecidos pelo tempo transformando toda aquela história em uma espécie de filme mudo. Até por que, daqui alguns anos as imagens serão só borrões na memoria de duas pessoas que, agora, são estranhas um para o outro. O que sobrou foram as fotografias cortadas e queimadas, os ingressos de cinema, as notas do bar favorito, as chapinhas de cerveja divididas enquanto matavam aula, a cicatriz do pacto de sangue. Mas, hoje, nada disso importa mais, foi apenas uma tolice da adolescência.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Aqueles dois corpos.

Aqueles dois corpos
se encaixam em meio aos lençóis brancos
e puídos de um hotel qualquer
como duas peças de um quebra cabeça complicado.
O lábio gélido contrasta
contra a pele quente
do peito,
da bochecha,
da virilha.
Um toque voluntário
seguido de um movimento involuntário.
Os dois corações batem juntos:
Sístole
Diástole
Sístole
Diástole;
como duas baterias
em perfeita sintonia.
As lágrimas se misturam
com o sangue,
fulminando em
grandes sorrisos e uma tristeza inevitável.

érica barros.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ouço as vozes,
mas nada escuto.
Vejo as pessoas,
mas, também, nada enxergo.
Tento sentir onde estou,
ou ao menos o clima em minha volta,
mas me sinto sozinha, mesmo sabendo
que estou envolta por um mar de pessoas.

Onde estão vocês agora?
Sinto medo,
muito medo.
Onde estão aqueles que juraram me proteger?

Sinto solidão.
Tanta solidão quanto nunca senti
em minha breve vida.

As trevas consomem meu corpo,
despedaçam minha alma,
deixando somente uma concha vazia
esperando que alguém se importe o bastante,
para fazer-me tentar descansar em paz
enquanto elas brincam com aquilo que já fui eu
e aquela que já foi minha vida.

érica barros.

sábado, 21 de agosto de 2010

S&A

Estavam em um pequeno restaurante, ou em um café, não importa. Nenhum deles falava nada, mas não estava um silêncio desconfortável, muito pelo contrário. Ela observava ele, desde o cabelo castanho, quase preto, levemente desarrumado, os olhos verdes, a pele branca translúcida, os alargadores nas duas orelhas, a roupa escura e até a pequena tatuagem, que parecia um símbolo de alguma coisa que ela não reconhecia, no pulso dele que estava pousado levemente perto de uma xícara de café e um prato com um bagel meio comido. Ele parecia estar procurando o que falar, afinal ambos eram velhos conhecidos - enquanto ela era uma pirralha irritante ele era um adolescente, e sempre andavam juntos, ele protegendo ela, parecendo que sabia que um dia estariam nesta provavel lanchonete. Lembrou de algo, finalmente:
- Er... Como vai teus pais? E teu irmão?
- Ah... tá tudo bem.. E os teus?
- Tão bem...
Os olhares deles se encontraram, mas ela encontrou algo mais divertido para fazer, por exemplo observar a torta de maçã em seu prato, ao invés de olhar para um par de lindos olhos verdes.
- E tu? Por onde andas? - Perguntou ele.
- Ah.. Trabalho como fotógrafa para uma revista...
- Sério?
- É - disse ela rindo - Porque pareces impressionado?
- Sei lá, sempre pensei que serias médica ou uma executiva - disse ele rindo mais ainda.
- Então acho que progredi né.. - Disse e deu um sorriso estonteante para ele.
- Com certeza!
- Mas.. E você?
- Tô vagabundeando desde que me formei em administração.. Sei lá, acho que não é o que eu queria...
- E o que tu queres realmente fazer? - Disse ela, se aproximando dele por cima da mesa.
- Queria viver da minha música... Mas não sei se sou bom o bastante - Disse ele, olhando para o cabelo preto e ondulado dela caido por sobre um dos seus ombros.
- Eu pensava a mesma coisa em relação a fotografia. E tô bem hoje. Claro, eu não sou rica, e me preucupo sobre faltar dinheiro no fim do mês. Mas sou feliz com que faço.
- Eu admiro que pensa assim.
- Então comece a pensar assim.
Não haviam percebido, mas enquanto conversavam, foram se aproximando um do outro na mesa, até que seus narizes estavam a menos de meio palmo de distância.
- Tá afim de dar uma caminhada na praia?
- Claro...
Ela quis pagar o que comera, mas ele não deixou. Levaram o resto dos cafés e a torta de maçã. Enquanto caminhavam, conversavam sobre temas diferenciados, desde a legalização da maconha até sobre as pessoas conhecidas por ambos.
- Tá, e que fim deu aquele teu primo, que de vez em quando ia lá no prédio? - Ela perguntou
- Se mudou.. É casado e tem uma filha.
- Meu Deus! Que isso.. Tô envelhecendo. - Disse ela rindo
- Envelhecendo mas continua linda como era desde criança - Disse ele, tentando olhar nos olhos dela enquanto ela enrubrecia.
Ficaram calados até que resolveram sentar na beira da praia para ver o por-do-sol.
- Como eu amo tudo isso... - Disse ela, quase se deitando na areia, de olhos fechados.
Ele não respondeu. Estava em uma batalha interna sobre pular em cima dela e beija-la ou dizer que ainda pensava nela como aquela criança que certa vez ele ensinara a andar de bicicleta sem rodinha e caíra logo depois da segunda tentativa, machucando o joelho. Ele teve que acalma-la, limpar o ferimento e fazer um curativo.
- O que? - Disse ela sorrindo e arrancando ele dos devaneios de sua mente.
- Estava lembrando de quando você caiu da bicicleta - Disse ele, e então lembrou o por que desta lembrança te-lo marcado tão profundamente - Depois que fiz o curativo, você me beijou na bochecha e disse que me amava. E eu jurei nunca mais machuca-la.
- É. É a unica lembrança da qual eu tenho da minha infância.
- Fiquei puto demais comigo mesmo naquele dia.
-Por que?
- Por que havia machucado aquela coisinha que eu mais amava no mundo... E não consegui dizer que a amava também naquele momento.
Ela ficou meio que sem palavras.
- Posso perguntar uma coisa? - Disse ela.
- Claro.
- Na boa... Como tu me aguentava? Tu era um adolescente. Eu era uma pirralha.
- Na boa? - Disse, e sorriu - Não sei. - Ele ria enquanto ela fingia uma cara de brava - Sei lá... Tu acredita em destino?
- Tás me cantando?! - Disse ela brincando, com uma piscadela para ele. Ele apenas olhou para ela com um ar de tédio - Tá bom.. Acredito. Acho que antes mesmo de nascermos, um tipo de força maior traça um destino para cada um de nós.
- Pois é. Eu tinha uma ânsia de te ver, mesmo tu sendo uma criança... Sentia algo, parecia que alguém me mandava ir lá bater na sua porta para ver se estava tudo bem...
- E agora, o que tu sente em relação a mim?
Ele pensou um pouco. O que ele sentia por ela? Neste momento, apenas a mais pura vontade de proteger ela de tudo e todos. Ah, e claro, a imensa vontade de enterrar os lábios naquela pequena boquinha dela.
- Saudade, desejo de te proteger, vontade de passar aqui contigo até amanhecer, tesão, emoção, querer te fazer a mulher mais feliz do mundo inteiro.
Ela estava, mentalmente, boquiaberta. Mas antes que ela conseguisse falar algo, como "Eu te quero aqui e agora" ou um simples "Eu te amo", ele a beijou bem na hora que uma linda lua cheia aparecia no horizonte.
Ficaram se olhando, durante muito tempo. Nenhum sabia o que dizer. E nenhum deles disse nada até chegarem na porta da casa dela, onde eles se beijaram novamente, mas só que desta vez, este beijo só acabou na cama dela.


To be continued... oaijsajsajsojaoijsaoijs


Inspirado num sonho meu que tive sobre um veeeeeeeeeelho amigo que nem deve lembrar que eu existo. O sonho era só eu e ele sentados numa lancheria ou num restaurante ou num café, enfim, não importa.


E

sábado, 14 de agosto de 2010

Depois da meia noite
criamos aquela linha tênue
entre a magia e a realidade,
onde existiamos só nós dois.
Temos a cidade só para nós,
então por que não aproveitar?
Mas, apenas apagamos as luzes da cidade
e ficamos a ver as estrelas.

Mas, com a mesma rapidez de uma estrela cadente,
a linha se rompeu
e tudo se resumiu a realidade
de um quarto de paredes brancas
e uma xícara de café encima da mesa de madeira.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Quando o doce aroma da maconha não mais relaxa
ou o grato ardor do álcool não mais alegra,
apenas o aconchegante frio do revolver
contra o calor do peito macio
a fará descansar.


Macabro demais mwhahaha
e viva o inter \o/

E

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ela fora encontrada em seu quarto, enquanto tocava alguma música do Doors, recostada em uma parede, com sangue escorrendo de sua cabeça em direção a bela e delicada blusa de linho branco. O rosto, além de manchas de sangue, tinha manchas cinzas, de lágrimas misturadas com rímel. A família gritava desesperadamente e as amigas desmaiavam. Mas a garota morta sorria enquanto segurava um pequeno pingente de cristal em formato de coração e um pedaço de papel escrito.

Desculpe. É impossível viver sem minha alma, e ele a levou. Vou de encontro a ela, feliz. Amo a todos vocês.

Ainda era possível ver, ao lado do corpo, duas formas enevoadas de mãos dadas, aguardando em sigilo que o corpo possa descansar em paz para que ambos também possam.


e.

Olho pela janela de meu quarto, vejo as filas de carros paradas e pessoas andando apressadas concentradas em seu próprio ego, cada uma em sua própria solidão planejada. Dentro deste escudo construído, a população em volta não saberá nada sobre quem se esconde por de trás de uma camada invisível, que pode ser um assassino ou pode ter salvado a vida de alguém naquela manhã utilizando a manobra de heinrich, e ter mudado seu modo de ver o mundo.

Tantas vidas em tão pouco espaço.

Tantos pensamentos descumpridos.

Tantos sonhos corrompidos.

Saio de minha casa e resolvo ir para um café. Sento-me e fico a observar as pessoas. Um idoso observando um jovem homem com certa inveja. Ah, o ser humano e sua nostalgia. O senhor pode ter sido como aquele jovem: Alto, forte, moreno e arrasador de corações. Mas hoje é apenas um senhor rabugento, corcunda, com sobras de cabelo branco que ninguém quer cuidar e é obrigado a viver sozinho numa casinha qualquer.

Um barulho me chama a atenção.

Uma garota segurando uma pasta de curso pré-vestibular derruba vários livros. Levanto-me para ajudá-la, e assim que olho em seu rosto vejo as olheiras de noites seguidas estudando combinada com uma pele mal cuidada e óculos remendados com duréx. Após agradecer minha ajuda, senta-se em uma mesa, pede o maior copo de café da casa e logo abre uma apostila qualquer. Em um momento de distração, observa pela vidraça um grupo de adolescentes: tanto garotos quanto garotas. Todos rindo, se divertindo. Os olhos castanhos da garotas marejaram por de trás dos óculos puídos. Sentia saudade. Saudade da época que saia com seus amigos para ir ao cinema e sentar no chafariz da praça para comer pipoca. Porém, com rapidez volta a si. Tem que passar no vestibular, oras! Não pode gastar seu tempo com nada. Nem com amigos, nem com música, muito menos com saudade dos amigos que nem se lembram que ela existe.

Tomo um gole do meu café e mudo um pouco a minha visão.

Foco em uma menininha de no máximo uns 10 anos. Era baixinha e loirinha. Andava toda emburrada, com a mãe do lado, segurando varias sacolas de lojas infantis. Noto que a roupa da garotinha não combinava com o que ela tentava passar para os outros. Ela vestia uma saia rosa bebe e uma blusinha branca, mas era visível – olhando para os joelhos ralados e canelas roxas – que ela preferia estar com uma calça de abrigo e uma camiseta velha do irmão mais velho. A mãe apertava seu pulso, repreendendo-a. Quase a ouço sussurrar para filha: Anda como uma menina! Quando chegarmos em casa vou te ensinar a andar que nem as modelos, para o teu concurso. E ouço a garota responder em sua mente: Eu não quero concurso algum de modelo. Eu quero é jogar bola com meu irmão! Mas ela apenas dá um sorriso triste para o chão, e tenta andar como uma menina, para que a mãe sinta orgulho dela.

Termino meu café e resolvo voltar para casa.

Passo pelo meio das mesmas pessoas as quais vi mais cedo, de minha janela. Passo tentando tornar-me invisível entre elas, pessoas irrelevantes para mim.

Cada pessoa teve sua conquista hoje, seja profissional, seja pessoal.

Cada pessoa teve uma desavença hoje, seja no trabalho, seja em casa.

Cada pessoa teve sua perda de hoje, seja relevante, seja irrelevante.

Tive uma conquista hoje. A mais valiosa possível. Conhecimento. Conhecimento que qualquer um pode ganhar. O conhecimento dos sentimentos de um ser humano. Um conhecimento de estudo infinito, visto que os sentimentos humanos que presenciamos não passam de uma pequena poeira no vento da vida da humanidade.

sábado, 31 de julho de 2010

- Ah, quer saber? Eu te amo sim! - disse ela, depois de muito tempo quieta e pensativa - E apesar que tu não sente o mesmo eu não posso fazer nada!
- Er... - ele tentou falar, mas ela interrompeu-o.
- Pode ficar assim, nervoso. Poxa, eu te amo! Dane-se se tu não corresponde, já que eu já sofri o bastante mesmo! Minha vida é uma bosta, e tu não me amando piora mais ainda!
- M-m-mas...
- Para de gaguejar, que faz eu me arrepender mais ainda por ter te dito isso! Como eu sou burra, Deus! Eu era pra ter ficado quieta... Merda!
Ele estava catatônico. Ela estava furiosa.
- Quer saber? Vou embora. Quando tu te mover de novo, me liga.
Enquanto ela se virava e se misturava às pessoas a sua volta, ele finalmente conseguir exprimir alguma coisa:
- Eu também amo você.


sim, mulheres são bipolares e dramaticas
sim, homens são cagões
sim, eu sou bipolar e dramatica.

E

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Em uma calçada suja e molhada há uma mulherzinha desmaiada. Uma mulher com um lindo cabelo castanho e curto, vestindo uma jaqueta de couro, calças jeans skinny e botas de cano longo e bico fino. Ela estava agora a pouco em uma mesa de bar, confidenciando a um estranho o medo que tinha de perder a capacidade de fazer o que ama, dizendo que se não conseguisse mais fazer-lo, morreria de desgosto, e então, após as confidencias a um velhinho de barba branca comprida, bebera copos e copos dos tipos mais variados de bebidas alcoólicas e fumara maços de cigarro e outras coisas também. E acabara caída na rua suja.
Na próxima semana, ela certamente voltará ao bar, dará seu famoso show, que todos todas as noites ficam esperando ansiosamente, e repetirá toda história de novo: Afogará suas mágoas e medos em garrafas de vodca e usando qualquer tipo de droga ilícita que sirva de subterfúgio para o rumo que sua vida está tomando, vai aos poucos destruindo o futuro brilhante, que certamente teria fazendo o que mais ama.


Acho que a quem eu escrevi esse texto, perceberá o que quero dizer sem eu ter que falar nada.

Não estou dizendo que beber e se drogar ou qualquer outra coisa parecida trará a morte ou coisas ruins ou sei lá o que, até por que estaria traindo muita coisa a qual acredito.


E.

domingo, 18 de julho de 2010

Prazeres & Fracassos

Nunca estive rodeada de tantas pessoas
E ao mesmo tempo tão sozinha
Aqueles gritos não faziam sentido para mim
Aquelas vozes não me diziam mais nada
Meu corpo estava ali
Preso aos seus vícios e pecados
Seus prazeres e fracassos
Minha alma voava longe dali
Procurava abrigo, sem sucesso
Quando alma e corpo se encontraram novamente
Somaram-se as lembranças e arrependimentos
Enquanto a vadia se divertia pisando em cima de si mesma
Escondendo seu sangue em sorrisos falsos
A menina se pegou a chorar sozinha em um canto qualquer
Queria um ombro amigo
Um que ainda não tivesse sido ferido
Cessou a euforia, morreram seus sorrisos em um cigarro
Os sonhos se desfizeram no vento frio a caminho de casa
Agora corpo e alma, de mãos dadas
Sentados na calçada suja
Se segurando um no outro para não caírem.

Cássia Tavares.

Vitima da minha própria estupidez.

E fico lá, no canto escuro esperando que percebam o quanto sofro
por ti, por ele e por mais incrível que pareça,
pela minha própria estupidez.

Não, não me note caso não queira,
não sou digna disso mesmo.

Apenas pensem um pouco em mim,
pois a qualquer momento,
vocês podem estar pensando
o por que de eu não estar mais por aqui.

E.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lágrimas Que Criei

Queria que você chorasse
Para saborear as lágrimas de ódio em seu rosto
Pensei que queria isso
Buscava em cada fraqueza sua a chance de agir
Aos poucos fui destruindo cada sonho
Cada resquício de esperança que abrigavas em ti
Quando suas primeiras lágrimas finalmente caíram
Algumas deslizando até o chão, outras morrendo entre seus dedos
Entendi que aquele não seria o fim para você
Era apenas um momento de tristeza, que me empenhei a provocar
Logo iria passar
Sem que eu pudesse perceber, lágrimas escaparam dos meus olhos ao perceber as tuas
Tinham aroma de sangue
Meu sangue, que minhas próprias mãos derramaram, cegas de ódio.

Cássia Tavares.

domingo, 11 de julho de 2010

Era uma noite sem luas nem estrelas. O asfalto estava molhado e havia poças d’água no chão. Os postes emitiam uma luz amarelada, deixando a rua com uma aparência sombria. Ouviam-se gritos de longe, porém isto era normal neste bairro. Uma porta é aberta rudemente, e dela saindo uma garota de no máximo 18 anos, com uma aparência cansada e frágil. O cabelo estava desgrenhado e sujo, seus olhos estavam estranhos, avermelhados de um provável uso de drogas e estava estranhamente pálida. Ao descer as escadas da casa, tropeçou em seus próprios pés, rolando até a calçada molhada desencadeando uma crise de choro. De dentro da casa houve um estouro, parecido com uma arma sendo disparada. Ao ouvir isto, a garota levantou-se, e, atônita, começou a fugir, enquanto um homem saia da casa portando uma arma, xingando e chamando-a de volta. Apontou a arma para a garota, puxando o gatilho. O baque de ela caindo ao chão silenciou todo e qualquer barulho do bairro, acabando com a saga da mulher que fugia daquele que um dia a amara.



e.

Pecados

Preciso lhe confidenciar
Apaixonei-me por meus vícios
Passei a admirar meus pecados
Perdi-me nesse inferno travestido de paraíso aos olhos distraídos
Não me espere, não posso sair
O fogo já me alcançou, queimou minha alma
Como fará com a sua
Essas luzes, esses sons, essas formas a minha volta estão me matando
Lembro-me de como eram fascinantes na primeira vez
Aproveitei cada segundo, mas preciso correr está acabando
Em que esquina estarei jogada pela manhã?
Onde estarei mendigando pela minha vida?
Como encontrarei meu caminho de volta para casa?

Cássia Tavares.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amor & Vício

É muito perigoso quando um amor se torna um vício. Uma pessoa deve ser capaz de viver e de amar sem a outra. Mesmo que o amor dê certo, essa constante dependência se mostra tão nociva quanto as demais drogas conhecidas e criminalizadas pela sociedade. Pois tão criminoso é aquele que incentiva um amor assim sem pretensão de suprir as doses necessárias para manter a vida do pobre viciado. O desgaste em busca da cura são irreparáveis. E como as outras dependências não há perspectiva de uma cura definitiva. Aprende-se a viver afastado do ser amado, mas não a esquecê-lo ou a deixar de amá-lo. Qualquer nova dose causa euforia, contudo vem carregada de um sofrimento que somente o tempo irá sarar, mais uma vez. O que fazer quando os olhos se acostumaram com aquele sorriso, a pele chama por aquele toque conhecido e a boca vive constantemente sedenta daqueles beijos? A mente acostumou-se a sofrer por aquele homem. Tudo na rua traz sua imagem até mim. É como um fumante ao tomar café, como um alcoólatra em uma mesa de bar rodeado por amigos bebendo descontraídos, como um drogado que precisa confrontar seus desejos dia após dia. Trata-se de uma luta sem fim, um tormento contínuo. A alma acostumou-se a sangrar por aquele homem.

Cássia Tavares.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Queridas Palavras

Minha grande paixão.
O que farei se um dia vocês me faltarem?
Quando na ponta de um lápis se negarem a sair?
Se o seu brilho se esvair no tempo, no papel amarelado.
Tenho medo de perdê-las e cair na mesmice.
Para onde vou correr?
O que irá ocupar meus dias em tua ausência?
Gostaria de saber previamente se minha hora de largá-las chegar.
Gostaria de saber se conseguirei apagá-las.
Obrigada queridas amigas!
Por fazerem por mim aquilo que eu não sou capaz, sempre bem dispostas, sem nada pedir.
Farei o possível para honrá-las.

Cássia Tavares.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Alguém Que Eu Não Vejo .

Queria que me conhecesses melhor
Queria me mostrar como realmente sou
Sem medo de ser mal interpretada
Com todos meus defeitos e qualidades
Minhas fraquezas a mostra, não tenho medo de expor-las pra ti

Mas não temos tempo
Os ponteiros não vão mais parar
A cada dia que passa eles exigem mais de nossas vidas
Nossos relógios correm feitos loucos
Talvez na mesma direção
Talvez não

Hoje nosso encontro parece algo tão utópico
Fico aqui admirando cada palavra sua
Aquelas que colocas no papel ou que gritas aos quatro ventos
As recebo na certeza de que não são direcionadas a mim
Na certeza de que não sabes da existência de meus sentidos para apreciá-las

Temos tanto em comum
Tantas idéias, sonhos e ideologias
Muitos dos meus temores são também os teus
Ou será que não és nada disso que idealizei?
Tenho medo de te conhecer, e não seres aquilo que minha mente construiu
Mas não importa

Você que nem me conhece
É o alvo dos meus sonhos e desejos
São seus braços que me envolvem na hora de dormir
É sua voz que me acorda de manhã e me faz querer sair pra rua
Na esperança de cruzar contigo

Quando vejo que estas mal
Esqueço todos os meus medos
Na tentativa de curar os teus
Mas é inútil, não posso te alcançar
Sempre esqueço esses quilômetros que nos separam

Gostaria que minhas palavras estivessem sendo lidas por ti
E que percebesses que são tuas
Assim como minha alma, sua antiga desconhecida.

Cássia Tavares.

domingo, 27 de junho de 2010

Arte Comercial

Hoje em dia tudo se transforma em objetos comerciais. Uma coisa que particularmente me incomoda é querer traduzir sentimentos em cifrões. Como qualquer tipo de arte tem suas bases nos sentimentos e sentidos humanos, penso que o que torna uma música, um livro, um poema, um quadro, um filme significativo é colocar a alma naquilo que se faz. Porém atualmente a principal meta de muitas pessoas é vender e fazer modinha. Muitas bandas e cantores mudam suas letras e melodias para tocar mais nas rádios por exemplo.
Essa loucura tomou conta de todos os setores. O amor também foi vitima, o dia dos namorados é uma excelente prova desse jogo de interesses. As festas religiosas se transformaram em corridas consumistas, as manifestações culturais e sociais viraram um desfile de poder. O mundo gira somente em torno do dinheiro, como podemos nos tornar prisioneiros de algo que nós mesmos criamos e que teoricamente controlamos?

Cássia Tavares.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Noite Proibida .

Queria aproximar a lua de nossa janela,
Para que ela pudesse derramar sua luz sobre nossos corpos.
Você sabe exatamente onde eu quero chegar lhe olhando desse jeito.
Nossos olhares se cruzam intensos.
Não há vergonha, nem coisas a esconder a essa hora da noite.
Proibida e mal falada a noite boêmia se apresenta.
A lua já meio embriagada espanta o sol,
Anunciando a liberdade dos amantes.
Quem se atreve a dizer que a noite é fria, na certa está sozinho.
As estrelas se juntaram numa encantadora platéia.
Observando cada olhar, cada toque, cada movimento.
Abraçados esperamos pela despedida de nossa amada cúmplice promiscua.
Ela se foi, aos poucos, serena, sem pressa como sempre.
O desejo se fez presente a cada segundo do dia,
Como flashes da noite passada.
Os pensamentos eram incontroláveis, bem como nossos olhares.
Mas sabíamos que ela não tardaria a retornar.
Na sala, em frente a lareira, acompanhados de um bom vinho,
Sorriamos apaixonados e cheios de más intenções.
Esperando nossa permissão para pecar.

Cássia Tavares.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cópias .

Fragmentos de uma religião falida.
Adaptações de sistemas não mais sustentáveis.
Olhos fechados, que enxergam programados.
Cópias de qualquer outra vida.
Xerox de ideologias.
Nada além.

Cássia Tavares.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vivendo de sonhos
O sonho de outra vida
Sonhos de um futuro
De um passado que não veio.

Acostumando-me a ter somente o prazer
De realizá-los em pensamento
Uma vez realizados dentro de mim
Nunca vivem, nunca morrem.

Sem lutar para externá-los
Isso é tudo
Felicidades vazias
Dias inteiros sem nenhum sentido.

Cássia Tavares.

sábado, 22 de maio de 2010

to largando de mão isso aqui por tempo indetermidano, n to com criatividade de fazer merda alguma.


sejam felizes sem meus textos extremamente podres.



beijos, érica

terça-feira, 18 de maio de 2010

Me abandonar?
Se quiser o fazer,
digo-lhe:
Ponha um revólver em minha boca,
pois, certamente,
sentirei-me muito mais viva
do que sem você.



n sei fazer poemas, awwr

érica

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu (Cássia) amei esse poema quando foi lido hoje em aula e fiquei afim de postar aqui rs
Espero que assim como eu também apreciem :D

Enquanto não superamos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente

Enquanto não atravessamos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
preciso ser um .

Fernando Pessoa .

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quero escrever sobre tudo, mas o lápis em minha mão não se mexe, ideias não me veem a mente. Quero escrever o quão acho belo um pôr-do-sol na beira da praia, mas não consigo expressar em palavras o que sinto. Gostaria de expressar a sensação de ouvir um "Eu amo você" da pessoa amada, mas nunca o recebi. Queria falar da sensação que é tu fazer bem a unica coisa que sabes fazer, e também a tristeza de fracassar na mesma. Escreveria qual a sensação de chorar ouvindo uma música ou vendo um filme, uma sensação boba. A sensação de sair cantando aos berros numa praia à noite, algo aparentemente besta porém extremamente bom. Como é extremamente gratificante comer uma barra de chocolate e um pote de sorvete quando se está triste? Como é bom extravasar ouvindo musica no ultimo volume, nos fones de ouvindo ainda! O quanto é bom ter amigos por perto e seus inimigos cada vez mais esquecidos? A excitação quando um sonho se realiza e a tristeza que sentimos se ele falha. A felicidade de ver que passou de ano e a inveja dos que não irão passar parte de janeiro em exames. E aquele frio na barriga que dá ouvindo um belo solo de guitarra, como se explica? Como explicar a felicidade? Como explicar as lágrimas? Como explicar a inveja? O ciúmes? O tesão do ser humano? A raiva, o quão carinhoso e o quão cretino um ser humano pode ser? Como alguns podem roubar de uma nação? Como culpados continuam negando mesmo após de ver provas? De onde tiram coragem!? Deus! São emoções impossíveis de por em palavras, de serem explicadas. Não existe adjetivo grande o bastante para explicar um amor por seus melhores amigos ou a raiva de ver um deles chorando. Não existe um bom modo de expressar isso, a não ser dizendo-lhes: Aproveitem estas emoções. Procure senti-las, procure achar um significado para elas. Tente explicar o inexplicável.

Érica

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sanguessugas

Ande! Encha seus bolsos
Leve tudo o que é meu
Tudo o que é nosso
Olhe em meus olhos
Mentindo com a cara mais deslavada que tiveres
Não se preocupe, estarei sorrindo enquanto você sai sorrateiramente
Aliviando sua culpa
Se é que algum dia a tivestes
Vá em paz, todos estão do vosso lado
Suas mentiras perfeitamente ensaiadas
Embrulham estômagos por séculos
Que contidos carregam você
Levando-o ao poder
Poder que corrompe
Há tempos que não o possuis
Ele é quem tomou conta do vosso ser
Malditos sanguessugas, munidos desse poder que não lhes é de direito
Maldito sistema, que os acolhe
Pobres olhos, que nada podem ver
Pobres mãos cansadas que mais nada podem fazer

Cássia Tavares .

terça-feira, 4 de maio de 2010

Certa vez cheguei a pensar que seria forte o bastante para não abrir mão de meu sonho, considerei que eu fosse capaz de alcança-lo. Porém, até os mais sábios desistiram, reconheceram sua derrota, deram a volta por cima e de um modo ou outro venceram.
Mas, e quando não se tem nada a mais para fazer a não ser chorar, xingar e desistir? O que fazer: Arriscar, se tendo o mínimo de chance de conseguir o que se deseja? Ou aceitar que se foi feito o bastante e abrir mão de sonhos, amigos e uma rotina?
Temos que sonhar sim, porém há um momento que se acorda e percebe-se que tudo está uma bagunça em sua volta e que não tem como conserta-la. Então, somos fortes o bastante para admitir: Eu desito, não posso nem aguento mais.


e


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Laboratórios

Fui criada em laboratório
Laboratórios de gente
Criam um e copiam
Copiam...
O fazem sem que percebas
Manipulam sua mente
Fazem com que obedeças
Sugam suas forças
Pouco a pouco substituem você
Substituem seu coração
Por engrenagens e parafusos
Te fornecem os problemas
Para empurrar soluções
Desconhecem os dilemas
Censuram as canções
As opiniões
O que vês não é verdade
O que pensas não é teu.

Cássia Tavares.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Amigos - Parte II -

Não se engane...
Com aquelas variáveis difíceis de calcular
Nunca subestime seu peso na equação
Muitas vezes elas irão te cansar
Te derrubarão também, não tenhas dúvida
Mas não desista de apagar
Todos os milhares de cálculos inúteis
Que foram desenvolvidos a cerca delas
E comece tudo outra vez
Acredite...
Apagar se tornará cada vez mais fácil
Assim como reconhecer os números a serem excluídos
Cada algarismo sem solução irá ajudá-lo posteriormente
Cada algarismo sem solução deixará em aberto mais um cálculo fora do padrão

Cássia Tavares .

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Juro que não peço um mundo onde todos sejam bolhas cinzas com os mesmos pensamentos. Peço apenas um lugar onde as pessoas não julguem as outras pela aparência ou pelo que ouvem de fofoca. Um lugar em que ninguém é taxado de imaturo ou xingadas de gorda ou feia. Queria um mundo onde não fôssemos praticamente obrigados a julgar os outros. Não quero um universo paralelo rosa com bolinhas azul bebê, apenas quer um local com mais igualdade.




Eu jurei a mim mesma que neste ano não julgaria as pessoas, mas creio que seja um habito. Peço desculpas a quem já julguei equivocadamente. Infelizmente não sei o por que.

E.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Voltando ...

Acho que andei meio sem inspiração por uns tempos ou a maioria das coisas que eu escrevia era censurada pra postar no blog HEUAHEUA. Depois de séculos sem postar e de muitas pessoas me cobrando resolvi tomar vergonha na cara e escrever alguma coisa rs.
Bom, vamos ao textinho ...

(Cássia)

Amigos ...

Dedicamos boa parte de nossas vidas tentando descobrir quem são.
Uma equação com tantas variáveis
Algumas difíceis de calcular e sem o menor valor
Tantos números perdidos, valores descartados ...
Alguns puro artifício de cálculo
Outros somem tão de repente
Quando percebemos torna-se impossível agregá-los novamente
Com o decorrer das contas percebemos alguns algarismos sempre constantes
Aqueles que nos possibilitaram fazer todas as operações
Tornando todos os sinais positivos
E culminando em diversos números exatos.

Cássia Tavares .

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Já se passara mais de ano do acidente que vitimou três profissionais do elenco xavante, mas mesmo assim, tenho que ouvir piadinha sobre o ÍDOLO (Vocês tem algum, lobichonas? Não digam Sotilli, por favor) de meu time, vindo de uma pessoa a qual eu não posso, por questões da educação que meus pais de deram, mandar "dar seu orifício anal na esquina", e que é pura FALTA DE EDUCAÇÃO e pura ridicularidade da parte do mesmo.
A única coisa que pude fazer foi baixar a cabeça e segurar o choro. Vocês, lobogays, não entendem a dimensão que o acidente foi. Não entendem o quanto tocou a MAIOR TORCIDA E MAIS FIEL desta cidade, e de vários outros times espalhados pelo Brasil.
Cria vergonha na cara, caro senhor, que isso não é comportamento pra alguém como tu.

OBS.: VAMO INTEEEEEER, 8x0 NESSA PORRA DO PELOTÍBIS, COM GOL DO TAISON!

Érica Barros

terça-feira, 13 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sendo eu, uma (péssima) goleira, e também defensora da profissão, abomino a maldita paradinha. O filho da mãe que a inventou merece queimar no inferno. É uma ferramenta que os jogadores RUINS utilizam para enganar os bons goleiros. É pura covardia, covardia de jogador RUIM e PEQUENO e RIDICULO. (desabafei)

Recadinho pro querido Tiago Duarte: CRIA VERGONHA NESSE TEU NARIZ E VAI APRENDER A JOGAR SEM PARADINHA FILHO DA PUTA. assim como rogério ceni e esses jogares RIDICULOS


Érica Pires Barros/

quinta-feira, 25 de março de 2010

Yes, I have a dream..

Viagem de 10h + Uma camera fotografica= isto kk


I miss all this shit :(


Não sei por que, mas amo tirar fotos dessa catedral


Eu, definitivamente, não sou viciada, beleza?



Gostei da foto, odeio mandioquinha frita.
Mershan dos meus ex-óculos (tem hífen?)

Sim, eu sou extremamente cega.




I have a big insane dream, but I belive in myself.

Pois é, pois é, pois é! Quanto tempo sem fotinhas não? É. Eu continuo acreditando em mim e gostaria que o pessoal da NYU também, mas isso tá longe ainda. Há muito o que aprender e melhorar. A maioria ai é mais velha. Ando meio "alejada", não consigo tirar foto kkk

Fui! E.


domingo, 14 de março de 2010

Eu sei, eu faço/fiz muita merda. Podem me acusar. Sei das coisas que faço e deixo de fazer, e entendo algumas das acusações, mas outras não. Com algumas acusações, melhoro minhas atitudes. Já com outras, eu prefiro fazer o contrário, apenas para provar o que acho certo. E ainda, há aquelas pessoas que só pensam, e não te falam nada. E isso machuca, quando esta pessoa é sua amiga. Ou uma das melhores. Mas também, não sei. Só sei que não me arrependo do que fiz.
Vou dar tempo ao tempo, e esperar que falem comigo. Vou ficar na minha.


E.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Apenas um protótipo

Mogno Claro

Gotículas de água
na janela.
Lá fora;
dia quente e úmido.
Aqui dentro;
quarto escuro e gelado.
Guns 'n' Roses tocando no stereo.
Cervejas quentes pela metade
e cigarros queimando
em toda parte.
Livros, roupas e xicaras de café
à reveria ao chão de mogno claro.



Critiquem, é para isso que estou aqui!

beijos, abraços e apertões ; E.

Sou fã do presidente do Sport.




Buenas! Todos a minha volta sabem que eu tenho um tremendo nojo por certos times: Esporte Clube Pelotas, Sport Club Corinthians Paulista, São Paulo Futebol Clube, Santos Futebol Clube, Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias, Esporte Clube Juventude. Porém, desde 2009, criei um exato tipo de desgosto para o Flamengo, o qual eu não tinha antes, pois simpatizava com as cores do time.
Em todo lugar, se vê o Flamengo chamado de Hexa, porém é só pesquisar no site da CBF, da FIFA, e na Wikipedia (a qual eu julgo mais sabia que qualquer outro site por aí). o Sport é campeão da Copa União de 1987. Porém o egocentrismo e narcisismo Flamengista/Global sempre vai falar mais alto.
Se a Globo quiser dizer que o Flamengo é o Campeão Mundial de 2006, ao invés do Internacional, o mundo irá acreditar, ou será obrigado.
Sinceramente, se o Presidente do Sport entrar em processo com o Flamengo, Globo e etc., vou torcer que eles tirem cada centavo das carteiras de Juan, Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Bruno, Aquele nojento do diretor do Flamengo que eu realmente não sei o nome, ou até da Avó do Petkovic.
Vai ser merecido, ou melhor; ENGRAÇADO.



/E

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Beeem, aqui estão as porcarias que consegui criar em itapema ou na volta de itapema. Riem a vontade!.





... RONALDO!

Hugo, The Elephant.



Beijos, E

sábado, 23 de janeiro de 2010

Tenho que comprar um caderno. Não consigo me inspirar no Word.
Acho que tem algo de errado comigo. Até nas fotos (onde eu me salvo um pouco) eu ando meio abalada. Acho que é por que eu ando me cobrando demais nesse sentido, vendo um bocado de erros que não via antes. Ando cobrando muito de mim, uma fotografa puramente armadora. Eu cobro muito de mim, em tudo, na realidade - sendo que não se pode esperar muita coisa de uma pessoa como eu.
Então deixo o que consegui tirar de fotos até agora (uma miséria).







Planejo ir hoje a tarde na praia, Obviamente que não em trajes de banho (acreitem, é a ultima coisa que vocês irão querer ver), mas para tentar criar uma ispiração em minha cabeça preguiçosa e oca de férias.

x x x , E.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Acordei-me com os raios do sol nascente invadindo meu quarto. Adorava assistir o nascer do sol da varanda desta casa. Não sei se "casa" é a palavra certa, caracterizá-la-ia melhor chamando de "mansão". Pus Beatles para tocar, peguei o isqueiro de prata que ganhei de papai e acendi meu cigarro francês. Abri as cortinas da enorme janela, mesmo estando apenas com uma camisola de renda fina, apenas isto, vislumbrei o mar, pintado de laranja, olhei para o sol, refleti o quanto eu gostava daqui: da calmaria, de ouvir os pescadores mesmo antes de ficar claro. Como eu gostava de vir para a varanda, deitar-me em uma das espreguiçadeiras enormes e estofadas, e ao som da voz de John Lennon ou de Jimi Hendrix ou de Janis Joplin, assistir ao magnífico espetáculo que é o nascer do sol. Olhei para dentro do quarto, para ver se meu companheiro da noite anterior já havia acordado. Definitivamente, tenho que parar de ir a festas onde se tem livre acesso a qualquer tipo de droga e bebida, pois não sabia com quem eu havia dormindo, não sabia como chegara em minha casa e muito menos quanto tempo fiquei naquela cama gigante, entre lençóis brancos, fazendo sexo sem proteção e enlouquecidamente, regado a drogas. "Foda-se ele, fodam-se os pescadores" pensei. Fechei as cortinas e pulei a varanda, que não ficava a mais de um metro e meio da areia. Suspirei quando meus pés tocaram na areia fina, gelada e levemente úmida. Parecendo um cão atrás de um galho, corri para a água. Não me importava que a camisola fosse transparente demais, não me importava que iriam me ver praticamente nua. Com certeza já fui vista assim por mais homens que umas 10 mulheres juntas, malditas sejam as deliciosas drogas ilícitas... Assim que meus pés tocaram à água, minhas preocupações sumiram, assim como as gaivotas que voavam para o longe sobre minha cabeça. Diminui o ritmo ao adentrar o mar, me deliciando cada vez mais. Quando a água batia mais ou menos em meus quadris, mergulhei de um modo bem destrambelhado, molhando assim todo meu rosto, cabelo e corpo. Quando voltei à superfície, meus longos cabelos encaracolados cor de chocolate ao leite estavam grudados em meu pescoço e minhas costas. A renda fina de minha camisola não aguentaria muito mais tempo a arrebentação das ondas, mas dane-se. Tenho dinheiro para comprar 500 camisolas daquela. Avistei de longe algo parecido com um homenzinho robusto e baixinho com uma câmera... Merda! Se papai me visse assim, eu estava morta! Sai correndo em direção a ele, para comprar as fotos, mas o filho da puta já havia entrado em seu carro e corrido. Merda! Resolvi voltar para casa, para tentar não me meter em mais encrencas. Escalei a varanda sem problemas nenhum, e percebi que meu acompanhante continuava em um sono pesado. Juro, cheguei a checar seu pulso, e felizmente estava vivo. Fui tomar um banho para tirar a água salgada. Estava de costas para a porta, ainda ouvindo John Lennon cantando e tirando minha camisola quando a porta se abriu, e fui abraçada por trás por um homem, que digamos, "estava alegre", deduzi que era meu acompanhante, então me virei em busca de sua boca. Nós dois entramos no banho, e repetimos a dose da noite anterior. Porém ele saiu antes de mim, já que teria que lavar meu cabelo, graças ao sal. Quando sai do banho, dentro de hobby felpudo vermelho, e quando olhei para cima da minha cama logo pensei “Aquele drogado filho da puta é um ladrão e ainda é bom de cama!”. Olhei para minha bolsa totalmente esparramada na minha cama, e meus documentos no chão “Pelo menos o desgraçado me poupou de ter que fazer novos documentos, mas ele levou a carteira de couro que Ralph Lauren fizera especialmente para mim.” e, graças a boa alma do drogado, ele deixara minha fonte de felicidade. Pus um vestido longo branco, troquei o disco, peguei minhas coisas, e desci para a praia, para enrolar meu baseado, e, ao som da voz memorável e inconfundível de Jimi Hendrix, comecei a esquecer do ladrão drogado, e viajei enquanto o mesmo paparazzo de mais cedo, tirava fotos e mais fotos minhas. Foda-se ele.


Vaga inspiração em Segredos by Norah Roberts

Espero que gostem, e leiam /\ É PERFEITO!!!


E.

A mais ou menos meia hora, li a coluna de David Coimbra na ZH de hoje – quarta-feira dia 20 – que contém o título de “Vontade de fazer a coisa errada”. Admito que é a primeira coluna que li, a não ser a social do Diário Popular, que é a maior comédia deste mundo.

Pois bem, lhes pergunto: Quem nunca quis fazer coisa errada?, aposto que nem o nosso simpático e amado Papa escapa de ficar vermelho e gaguejar ao dizer: Eu nunca pensei em fumar ou beber. Se eu ganhasse 1 real a cada pessoa que me mentisse se eu os perguntasse, eu estaria rica.

Admito: Sempre tive vontade de experimentar maconha!, mas quem nunca teve? Ou quem nunca experimentou? Não mintam para si mesmos, tem uma vozinha lá no fundo de cada um que diz: Bah, eu um dia quero experimentar isso. Um dia eu quero tomar o porre e vou vomitar o dia posterior inteiro de ressaca. Um dia eu vou fumar cigarros.

Eu sonho em fazer muitas bobagens, até tenho uma lista no meu diário, qualquer um próximo a mim sabe disso. E eu apóio os outros que também querem fazer-las. Temos que viver a vida, até por que não sairemos vivos dela. Temos que aproveitar. Fazer todas as bobagens que lhe vier na cabeça.

Mas obviamente, há um limite. Não saiam por aí fumando, ou se drogando ou transando com qualquer um que se vê por aí só por que é seu sonho. Tenha o mínimo de razão no meio da loucura.

Lembre-se, fumar causa várias doenças horríveis, drogas viciam, bebidas te deixam extremamente zonzos e etc, e sexo sem camisinha pode trazer gravidez e várias DSTs extremamente indesejáveis (me senti importante falando isso, haha).

Beijocas, E.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

'O fazedor de velhos'

Estava afim de escrever aqui sobre um livro que tive que ler, se não me engano na oitava série, para um projeto de leitura. Tenho uma certa aversão a leituras forçadas e comecei a lê-lo meio a contragosto, porém logo de inicio ele me encantou e acabou me marcando para sempre, seu nome é ‘O fazedor de velhos’. Aqui esta um trecho do discurso de um professor que aparece no livro, acho que ele diz tudo...
_ Vocês vão se perder de vista, sim. E o tempo para ver os ex-colegas de colégio não vai existir. Os papéis com os telefones que vocês acabam de anotar vão sumir como que por encanto. Crescer é, de certa forma, se separar das pessoas amadas.
Vocês vão descobrir, na carne, que sentir, nessa vida, é sentir o tempo indo embora.
Alguns momentos, algumas coisas, ou pessoas, cheiros, visões, objetos e lembranças, nos põem em contato com o passar do tempo. Tudo que nos emociona, tudo que nos toca fundo, é o tempo chegando e indo embora. [...]

Cássia Tavares .

Vossa criação

É preferível ser odiado pelo que és do que ser amado pelo que não és. Juro que se eu pudesse faria você entender que a pessoa que amas não existe é apenas um estereótipo fracassado, um rótulo vencido do que querias que eu fosse, lamento mas não é real. Criastes a minha pessoa e o mundo que me rodeia, frequentastes minha mente e compartilhastes minha fé, destruístes e desenhastes meus sonhos. Porém hoje levas um susto ao perceber que a pessoa que vos fala não é vossa criação. Não se lamente imaginando quais foram seus fracassos, seu único erro foi criar um individuo livre que um dia aprenderia a voar, lamento se a desaponto, se não sou verdadeiramente o motivo de orgulho que exibes em tuas conversas, tenho outra maneira de viver e encarar o mundo e as antigas más influências hoje são os que me permitem caminhar nesse mundo tão louco. Não desperdice vosso tempo procurando me acompanhar, seus preconceitos não vão permitir, siga acreditando no que sempre sonhou ser verdade e carregue minha promessa de que um dia irei encontrar um jeito de acabar com a distancia existente entre nós, dessa vez sem feri-la.

Cássia Tavares .
É acho que andei um bom tempo sem postar no blog, sei lá eu gosto de escrever quando tenho vontade, quando vem inspiração é quando eu sinto as palavras vindo de dentro carregadas de sentimentos, parece que hoje foi um dia interessante pra tais inspirações ainda mais que passei um bom tempo sem luz aqui ¬¬ ... então resolvi vir até aqui postar o que eu escrevi espero que o momento de ócio tenha dado origem a bons textos :D .

Cássia ;@

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fonte das Nereidas





É colegas..
Apesar de morarmos em uma cidade extremamente mal cuidada (mas melhorando, com as reformas das praças e prédios históricos) temos coisas a agradecer, e, em minha opinião, uma delas é a Fonte das Nereidas, na praça Coronel Pedro Osório. Acho extremamente linda aquela fonte, pena que não é todo mundo que concorda comigo, e preferem estragar esse tipo de beleza que nossa cideda tem muito a oferecer: Turismo Histórico.

Bom, partindo pra praia, entonces, beijocas!

E.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

“Enquanto caminhava a caminho de casa, lembrando da tarde em que estive junto com a pessoa que eu mais amava neste mundo, com fones em meus ouvidos, vejo um vulto branco e barulhento passando a meu lado e parando na casa dele. De repente meu coração parou quando lembrei o porquê do meu encontro ter chegado ao fim: ele estava se sentindo cansado e estranho. Entrei em pânico. Os médicos haviam dito a ele que tinha possibilidade de vários anos a frente ainda! Não pode ser verdade. Sai correndo em direção a grande casa a qual tinha estado na noite do outro dia, tropecei algumas vezes, e caí a aproximadamente a 50 metros da grande ambulância do pronto socorro da cidade, ficando no chão, sem forças para levantar, quando vi ele, meu anjo de cabelos pretos lisos e olhos verdes. Havia algo de errado. Ele estava muito pálido, e parecia que recém tinha voltado de um jogo de futebol, de tanto suor que estava acumulado em sua testa e na mesma camisa azul escura que ele utilizara na mesma tarde. Eu continuei no chão, até ver o pai dele saindo abruptamente pela casa. Ele me olhou, correu até mim e me levantou dizendo

- Esta acontecendo esperávamos, Alice. Venha comigo para o hospital, por favor.

Entrei no carro e ambos ficamos calados até chegarmos ao hospital. Continuamos em silencio na sala de espera. Eu estava caminhando de lado a lado da sala, roendo minhas unhas, mexendo em meu cabelo, esperando o veredicto do médico. De repente, um homem de mais ou menos 40 anos e de jaleco branco adentra a sala de espera e fala:

- Conseguimos estabilizar o Raphael, mas ele ainda corre risco, ainda mais por estar sofrendo de Leucemia a muito tempo. Seu corpo está cansado de tentar vencer a batalha...

Se eu estava quase chorando só de esperar, neste momento eu não agüentei. As lágrimas irromperam meus olhos, escorrendo lentamente, mas em grande quantidade por meu rosto.

- Posso ver-lo, Doutor? – Perguntei, dentre soluços.

Ele acenou com a cabeça afirmativamente e pediu que eu o seguisse. No caminho, segurando a mão do pai do Raphael com minhas duas mãos, disse:

- Ele é forte, já passou por algumas antes. Vamos sair dessa.

Ele estava chorando, mas não era por causa do meu discurso, mas sim por que viu em meu dedo anular da minha mão esquerda, um delicado anel com uma pedra vermelha Rubi e uma pedra negra Ônix, por dentro, com as escrituras: “Amá-la-ei mesmo depois de morto”. Era meu anel de noivado, recebido na noite anterior. Não creio que Raphael tenha contado ao pai sobre nosso projeto, nem eu havia contado aos meus. De repente, meu futuro sogro me abraça, fortemente e diz:

- Você é a melhor coisa que já aconteceu a meu filho.

Ele pôs as mãos em meus ombros, como se procurasse apoio.

- Eu amarei seu filho mesmo depois da morte, assim como ele também irá me amar.

Abraçados, caminhamos pelo corredor branco do hospital. À dois quartos de onde Raphael estava, ouvi um tipo de apito de monitor. O apito de monitor que demonstrava a falta de batimentos cardíacos. Sai correndo até o quarto de meu amor, e lá estavam mais ou menos 3 médicos e 2 enfermeiras tentando reviver-lo. Ele estava respirando por ajuda de aparelhos, com uma enfermeira monitorando-os, outra fazendo massagem em seu peito, e os médicos tentando manter seu coração batendo. Até que o mesmo médico que falou conosco na sala de espera quase gritou:

- Já chega! Tentamos o bastante, e a parada já dura muito, o cérebro está sem receber oxigênio por muito tempo. Vamos parar e declarar óbito.

Todos os médicos e enfermeiras me viram arfar, ajoelhada ao chão, branca feito neve e provavelmente com o meu coração parado, assim como meu amado.

- Óbito às 20h32min.

Juntei todas os pequenos fragmentos de força que me restavam e me levantei. Caminhei até o corpo sem vida de meu noivo, toquei seu rosto e todas as nossas lembranças vieram a minha cabeça: a primeira vez que o vi na escola, primeira conversa que tivemos, primeiro encontro, primeiro beijo, primeira noite de sexo, o ultimo beijo, ele escrevendo em meu caderno a luz do por do sol, o sorriso dele acompanhado de lágrimas quando me pediu em casamento e eu disse que sim, sua ultima palavra para mim que foi “Cuide-se”, e enfim, seu corpo, pálido, sem vida, sem oxigênio, vencido de uma batalha de vários anos contra células anormais em seu sangue. Uma batalha árdua, perdida com dignidade.

Não ouvia o que os médicos me mandavam fazer, se me mandavam embora, ou se simplesmente haviam se retirado da sala para dar a mim e ao pai de Raphael um momento para se despedir. Eu também nem sabia se ele estava ali. Estava apenas a olhar o meu anjo, meu anjo da guarda. Estava apenas a memorizar suas feições perfeitas. Virei a cara. Não gostaria de lembrar dele daquele modo. Extremamente suado, com sua camisa meio aberta, meio rasgada, totalmente manchada de suor. Não conseguia mais ficar ali. Me retirei da sala silenciosamente ao perceber que meu sogro estava ajoelhado no outro lado do corpo de seu filho morto. Acabei por sentar na sala de espera, com o mesmo caderno que Raphael passou quase uma hora escrevendo algo, no colo. Ele havia deixado uma carta para mim, e nela estava escrito:



À minha querida Alice.

Meu amor, todos sabemos que não me restam mais de 2 a 6 anos de vida, e eu sei que, por alguma disfunção em seu cérebro, você me ama tanto quanto eu amo você. E sei como você tem saudade das coisas, e é sensível, então, vou lhe deixar esta carta, um dia após eu lhe pedir em casamento, para sempre que se sentir mal, triste, com saudade ou qualquer sentimento o qual eu não possa estar aí para te abraçar e beijar.

Eu te amo, mesmo após de morto, sempre amarei. Você foi minha salvação, minha benção...



Nunca consegui terminar de ler esta carta. Mas sei, que meu anjo Raphael sempre me amará e estará me cuidando, seja lá onde ele estiver.”


Érica Barros

Baile de Máscaras

Nunca gostei de festas, mas minhas amigas me convenceram a ir no "Baile de Máscaras", o envento mais refinado de nossa cidadezinha insignificante. Chegando à festa, um garoto em especial chamou minha atenção. Fiquei observando-o, e, surpresa, percebi que ele me olhava sorrindo.
Quando começou a tocar música lenta, fui logo me sentando. Pois além de não ter par, nunca soube dançar. Fique olhando para a pista, para minhas amigas e seus respectivos encontros, en logo, meu observador apareceu no meu campo de visão, caminhando em minha direção. Ele apenas fez um gesto: Ofereceu sua mão. Não sei o que me deu, e pus minha mão acima da dele com a palma virada para baixo. Sem tirar seus olhos dos meus, abaixou seu rosto e beijou minha mão. E logo, aproximou seu corpo magro, mas aparentemente bastante forte, ao meu, e começou a me guiar, sem tirar seus lindos olhos azuis escuros dos meus. Deus, ele tinha um sorriso e tanto. Nesse momento que pensei: Droga, eu nem sei quem ele é. Por que logo em um Baile de Máscaras, um garoto tão lindo é tão gentil e doce comigo?. Devo ter feito alguma careta, pois ele olhou para mim com uma interrogação nos olhos e com a cabeça levemente inclinada para um lado. Apenas dei um meio sorriso para ele. De repente, ele parou de dançar, pegou minha mão e começou a me guiar para a rua. Quando chegamos, ele parou, pegou meu rosto entre suas mãos e se abaixou para ir de encontro a minha boca. Nossa, ele tinha uma boca muito quente! Ficamos nos beijando por um tempo que pareceu uma eternidade, acho que nunca me cansaria dele. Até que, infelizmente, ele parou, me dei mais um beijo(bem mais curto que o outro), pegou minha mão e beijou-a também, foi caminhando até seu carro. Gritei para ele: Ei! Quem é você?. Ele apenas se virou, deu um meio sorriso em meio da escuridão da rua, e voltou a caminhar. Foi quando percebi que ele havia deixado um pedaço de papel na minha mão, que estava escrito:

Você me conhece muito bem, e me ve boa parte de seu dia. Amanha mesmo nos veremos, talvez você me reconheça. Vou torcer para isto.

Apertei o papel contra meu coração. Senti algo muito especial por ele, algo que nunca senti por algum garoto que conheci em alguma festa. Um sentimento um tanto quanto estranho.

Nunca esperei tanto assim pelo amanhã.

Inspirado em algum tema de redação de agosto oiajsaoijsoaijs

Érica Barros

domingo, 10 de janeiro de 2010

Eterno


Todo dia quando acordo

Recordo-me de todos os momentos

Que viveste a meu lado:

Desde os felizes, os tristes e até os ciumentos.


Mas, continuo sem entender

O motivo que deixou você

Sem vontade de viver.

Só gostaria de lhe perguntar o por quê.


Você me parecia tão feliz

Ainda mais a meu lado.

Desde nossas brincadeiras infantis

Até nossos filmes de sábado.


Você não sabe a falta que faz

Às vezes penso em ir até onde você está.

Então logo penso o que você acharia

E então desisto de fazer tal bobagem.


Mas, não importa o que aconteça

Ou onde estejas

Sempre serás eterno em meu coração,

E nunca esquecerei de seu sorriso encantador

De sua voz, seu toque, de seu rosto, de ti.


Trabalho de Literatura - Junho de 2009



Érica Barros.